Eu não nasci de fé, nasci de fato
Quando ela me pegou no peito
Foi ali que o sentido do amor se fez exato
E nunca importou se esse elo
Foi cortejado numa inveja imaculada
Nada nunca me atacou nesse castelo
Nada, nada, nem ninguém, nada
Porque eu podia por capricho
Desafiar o digno, ignorar o breu
Sempre foi tipo amor de bicho
Que se sente, sabe que é só seu
E até quando eu duvidei de Deus
Havia ela
Sempre ela
Só que sexta chegou sem pedir licença
O que é errado e também meio cafona
Querer sem razão me jogar na lona
Não significa que você vença
Olha só pra gente, me diz se é errado
Pedir outra vez e não ter paciência
Pra provar feijão ou frango com quiabo
E temperar o mundo com sua essência
Algo anterior ao nome que eu recebi
Ali onde o caos teve medo de algo maior
Levou tanto tempo pra me querer só
Que até esqueceu dela
Sempre por aqui
Não como oração, isso é bem pouco
Menos ainda como medo do incerto
É um motivo estranho, talvez até louco
Mas é porque só ela deixa meu coração quieto
E quando a janela aberta se tornou perigo
Quem fechou foi ela
Sempre ela
Só que sexta chegou sem pedir licença
O que é errado e também meio cafona
Querer sem razão me jogar na lona
Não significa que você vença
Olha só pra gente, me diz se é errado
Pedir outra vez e não ter paciência
Pra provar feijão ou frango com quiabo
E temperar o mundo com sua essência
E assim o peito sente o que não explico
Enquanto ela passa os dias
E eu por amor que devolve o que tem
Eu fico