Oh, oh
Oh, oh
Ele acordava antes da luz tocar o chão
Com as mãos marcadas e o coração no sertão
Falava baixo com o vento ao redor
E os cavalos ouviam como se fosse oração
O mundo era simples no olhar que ele tinha
Um horizonte que nunca dizia: Fim
E entre a poeira e o sol da manhã
O maior amor crescia ali
Mas o tempo, não pede permissão
E o corpo, às vezes diz não
E ele disse: Eu só queria mais uma vez sentir
O chão tremendo sob meus pés, o mundo a me seguir
Se eu não puder ficar, deixa o vento me levar
Pra onde o sol volta a nascer, eu vou te encontrar
A cama virou seu campo de lutar
E o silêncio pesava mais que o ar
Mas nos olhos ainda havia um lugar
Onde ele corria sem se cansar
O filho ao lado, sem saber o que dizer
Segurava a mão tentando entender
Que alguns sonhos não se vão
Eles só aprendem a esperar
E o tempo, levou sem avisar
Mas o amor, ficou pra guiar
E ele disse: Eu só queria mais uma vez sentir
O vento cortando o peito, o mundo a me seguir
Se eu não puder ficar, deixa o céu me carregar
Pra onde o sol volta a nascer, eu vou te encontrar
Oh
Oh
E quando o silêncio virou eternidade
E quando a dor perdeu o nome
Ele abriu os olhos
E o céu chamou seu nome
Agora ele corre, sem olhar pra trás
Na areia onde o tempo não desfaz
E lá está, o filho a cavalgar
Num horizonte que não vai acabar
E ele disse: Eu estou aqui, eu voltei
O vento ainda sabe quem eu sou, eu sei
Não existe adeus, só outro lugar
Onde o sol volta a nascer, pra gente recomeçar
Oh
Onde o sol volta a nascer
Oh
A gente vai se encontrar