Numa casa de fartura, sob o Sol da proteção
Vivia um pai amoroso com os donos de seu coração
Mas o mais novo, inquieto, quis o mundo desbravar
Disse: Pai, me dê a minha parte, eu preciso viajar
Numa terra bem distante, a ilusão o abraçou
Com falsos amigos e festas, tudo que tinha gastou
E caindo em si, pensou: O que é que eu faço aqui?
Os servos do meu pai têm pão, e de fome eu vou sumir!
Vou me levantar e voltar, vou chorar e vou pedir
Pai, pequei contra o céu, e pequei perante ti!
Passos lentos, pés feridos, ensaiando o que dizer
Mas o pai, lá da varanda, nunca deixou de olhar
Tragam depressa a melhor roupa, lavem logo os pés descalços!
Ponham o anel no seu dedo, tirem ele dos tropeços!
Matem o bezerro gordo, vamos todos celebrar
Pois meu filho estava morto, e voltou a respirar!
Teu irmão estava perdido, e nós pudemos o achar
Ele estava morto e vive