A vida passa depressa demais pra ficar parado sem saber
O que vou fazer amanhã e o que vou comer
Eu te desarmo com um sorriso
Tuas flechas não me atingem não
A criança dentro de mim envelheceu sem saber a razão
Onde foi parar a infância?
Regrediu quando o progresso avançou?
Onde vou parar, inocência
Que até agora não chegou, não chegou
Subversivos descamisados, uma nova ordem adulterou
O que vai lhe dizer pro futuro
Só que a sorte a abandonou?
É chegada a hora certa, momento de parar e pensar
O momento é exato
Minutos pra poder dialogar
A perfídia corrompida é a mostra de processo carnal
Violação de uma vida frágil
De um selo que surgiu natural
Sua consciência é maldita
Como pode ela não te culpar?
Por abusar da inocência
A vida vai te cobrar