Eu me pintei de alegria pra não virar fantasia
Tem gente pulando alto
Dormindo no dia a dia
Entre plumas e griteiros de maritacas
Eu vi verdade passar
Uns gritando: Liberdade
Mas morrendo de medo de amar de verdade
Ô, ô, ô
Não me chama de louco não
Eu só tirei a máscara
E botei lá no cordão
Ô, ô, ô
No bloco do amor divino eu vou ficar
E quem bebe só de aparência
Vai ter que se hidratar
Tem vampiro de glitter
E santo do pau oco
Tem gente que confunde
Delírio com dopamina
Mas eu vou de pé no chão
E riso escancarado
Prefiro um amor simples que seja elevado
Do que um êxtase alugado acabando com minha sanidade
Ô, ô, ô
Entre penas e confetes
Minha alma tá descalça
Minha lucidez não derrete
Ô, ô, ô
Se a maritaca gritar
É aviso do universo
Pra parar de se enganar
No fim da avenida
Quando a música acabar
Quem viveu de verdade
Ainda vai se abraçar