Pego minhas dores, coloco música
Angústias, horrores, coloco música
Perdido os amores, coloco música
Perdido os fatores, coloque música
Meu bosque tem flores, literatura
Minha alma tem cores e rachaduras
Somos todos atores da terra à métrica
Divina comédia, latino, América e outro pela horda
Não passo batido, nem se for batido na vida ou na morte
Se é corre eu viro, mercado nem ligo, jogo no bigode
Sistema falido, não mexe comigo, sua vida é uma odd
Soca quem não pode
Soca quem não pode, vale nada
Sua conta bancária não vale nada
Quem colhe valor não esparra
Caráter alheio não usa farda
Essa ignorância, visão eu minero
Faço no aço essas linhas de ferro
Gosto de prata, não minto, eu não nego
Pela beleza e não pelo ego
É pela coragem de ser, pelo etéreo
Antes do acaso me afirmo no certo
É nem promessa e eu não sou de ferro
Falo largado pra ver se me erro
Cortina de ferro
Cortina de ferro
Cê pensa que a droga liberta
Cortina na rua é ter glória eterna
Cortina de ferro
Cortina de ferro
Cê pensa que a droga liberta
Cortina na rua é ter glória eterna
Sons e sonatas, antes de mim sou mais nada
Sigo mesma caminhada, certeza de mim e mais nada
Certeza de mim e mais nada
Paco de 100 é papel no meu pulso
Forte de um papel é dobrar quando encosto
Matam por papel como se fosse próspero
E por amor sem saber o propósito
Amassada tá essa Benz
5, 60 pra andar de balaio, favor não me fale de bens
Furto em praça, carro, trem
Bancos, casas, unos, bens
Maquinados andam zen
Solapados desfigurados pelas figuras que supõem
Matéria morta, sufocação e a natureza que elas têm
Se vive achando o que pensa e sabe como se enxerga
Como se vale, quanto se vale ou é por quilo
Por pouca roupa, ou desafio
Mais de cem boca, calada da noite passando um peixe por um fio
Cortina de ferro
Cortina de ferro
Você pensa que a droga liberta
Cortina na rua é ter glória eterna
Cortina de ferro
Cortina de ferro
Você pensa que a droga liberta
Cortina na rua é ter glória eterna