Sapo Africao, O Primeiro Doutor

Valdiner Pereira

Antes da ciência moderna chegar
Um mistério da vida queriam desvendar
Nos anos cinquenta, sem teste de farmácia
A resposta vinha de uma criatura com graça
Um anfíbio africano, o sapo Xenopus
Carregava o veredito que a vida produz

Injeta a urina no sapo, meu irmão!
Doze horas de espera pro coração!
Se ele ovular, a vida fluiu
O teste deu positivo e a família cresceu!

O hormônio da mãe viajava na corrente
Despertando o bicho de forma potente
Sem microscópio, sem lente ou papel
O sapinho de garras era o juiz fiel
O carimbo da vida no laboratório
Um ritual anfíbio, caso notório

Até mil novecentos e sessenta rolou
A biologia que o tempo mudou
A natureza e o homem num só caminhar
O coaxar do destino a revelar

Injeta a urina no sapo, meu irmão!
Doze horas de espera pro coração!
Se ele ovular, a vida fluiu
O teste deu positivo e a família cresceu!

Sapo africano, o primeiro doutor
Mensageiro biológico com muito louvor
Roots reggae conta como o mundo girou


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