O relógio corre, mas eu travei no tempo
Sua ausência é o eco que barulha aqui dentro
Essa casa imensa virou um museu
De um amor bonito que era seu e meu
Procurei a cura na rua e na noite
Mas a madrugada bate como um açoite
Onde o olho olha, a mente desenha
Você no meu peito, exigindo a senha
Finjo o sorriso pra não dar bandeira
Mas a sua falta é uma corda inteira
Eu minto pro espelho, mas é em vão
Meus pés vão pra frente, mas olho pro lado
Como é que limpa o vidro do espelho
Se eu vejo sua sombra em cada reflexo?
Te quero pra sempre, num laço desfeito
Num nó na garganta que aperta o meu peito
Não é fácil apagar o rastro da brasa
Se o fogo ainda queima o teto da casa
Te quero pra sempre, no avesso do ser
O mais difícil é reaprender a viver
Tentei a raiva, mas sobrou perdão
Quem dera o amor viesse com botão
Pra desligar o grito que o peito chora
Sabendo que o rumo já foi embora
Finjo o sorriso pra não dar bandeira
Mas a sua falta é uma corda inteira
Eu minto pro espelho, mas é em vão
Como é que limpa o vidro do espelho
Se eu vejo sua sombra em cada reflexo?
Te quero pra sempre, num laço desfeito
Num nó na garganta que aperta o meu peito
Não é fácil apagar o rastro da brasa
Se o fogo ainda queima o teto da casa
Te quero pra sempre, no avesso do ser
O mais difícil é reaprender a viver
Te quero no eterno
Mesmo sem o teu sim
Um passo por dia
Sentindo o vazio que ficou em mim