Correu Pro Perigo De Não Ter Ninguém

Valdiner Pereira

Talvez eu não tenha te amado tanto
Quanto você esperava ser amada
Ou quem sabe eu não fui o príncipe santo
Que você queria ver na sua estrada
Você só queria alguém pro momento
Pra curtir a vida sem se amarrar
Deixando o amor jogado no vento
Em segundo plano, em segundo lugar

Por eu ter raiz e ter sentimento
Você achou que eu era vazio demais
Preferiu a pressa, a vida no vento
Aventuras loucas que o mundo traz
Não quis o meu peito, não quis o meu chão
Correu pro perigo de não ter ninguém
Deixou o capim secar no galpão
E foi ser feliz nos braços de quem?

Mas escuta o eco desse berrante
Batendo no peito com a solidão
Você escolheu viver feito errante
E eu escolhi te dar o perdão
Do fundo da alma, sem mágoa ou rancor
Te entrego a porteira da sua ilusão
Vá viver a vida sem ter um amor
Que eu fico no rancho com meu coração

O tempo passou e a poeira baixou
As noites de farra não cobrem o frio
O brilho do ouro que você buscou
Deixou o seu peito num poço vazio
Eu sigo na lida com a minha verdade
Rezando pras mágoas irem pro além
O amor de verdade não aceita metade
E o meu coração não se vende a ninguém

Mas escuta o eco desse berrante
Batendo no peito com a solidão
Você escolheu viver feito errante
E eu escolhi te dar o perdão
Do fundo da alma, sem mágoa ou rancor
Te entrego a porteira da sua ilusão
Vá viver a vida sem ter um amor
Que eu fico no rancho com meu coração

Vá Siga a sua estrada de espinhos
Beba o veneno dessa aventura
Eu sigo domando os meus descaminhos
Na paz de uma alma que é limpa e pura

Mas escuta o eco desse berrante
Batendo no peito com a solidão
Você escolheu viver feito errante
E eu escolhi te dar o perdão
Do fundo da alma, sem mágoa ou rancor
Te entrego a porteira da sua ilusão
Vá viver a vida sem ter um amor
Que eu fico no rancho com meu coração

Do fundo da alma
Eu te dou o perdão


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