Catedral de Asfalto

Valdiner Pereira

A noite cai, um véu de breu na rua
Onde a grana é a lei, a sombra é muda
No pulso, um relógio que marca a hora da caça
Cada tic-tac, um pacto, a vida é escassa
O som do motor, grave, ronco de Jaguar
No banco de couro, o conforto de um altar
Luzes da cidade, vitrais de neon

Hard trap, o beat bate, a alma se perde
Nessa noite sem fim, a lei é a da grana que se estende
Na rua escura, o som que o 808 expande
Ostentação sombria, minha joia que te prende
No Jaguar cromado, o relógio que não mente
Meu império de asfalto, eterno e decadente

Arquitetura gótica, arranha-céus que sangram
Correntes de ouro pesam, os demônios me chamam
Foco na grana, sem tempo pra conversa fiada
A rua é o campo de batalha, a vida é uma cruzada
Meu estilo é gótico, maquiagem borrada e fria
Num mundo de concreto, onde a escuridão é dia
O som distorcido, a agressividade no ar
Minha verdade é dura, não adianta chorar

Hard trap, o beat bate, a alma se perde
Nessa noite sem fim, a lei é a da grana que se estende
Na rua escura, o som que o 808 expande
Ostentação sombria, minha joia que te prende
No Jaguar cromado, o relógio que não mente
Meu império de asfalto, eterno e decadente

Silhuetas na rua, a noite não tem fim
A grana no bolso, dizem que é meu festim
Mas a joia pesa, o relógio me lembra o tempo
Nesse Jaguar veloz, só sinto o vento
O som que ecoa, um hino aos esquecidos
Moderno gótico, somos os arrependidos

A noite é longa, a rua chama
A grana não dorme, o Jaguar ruge
O som nunca morre, a joia brilha, o relógio segue


All lyrics are property and copyright of their owners. All lyrics provided for educational purposes only.