O Purgatório

Terceiro Capanga

Disfarçado de lojista
Homem da terra
Contrabandista
E acionista

Forasteira idealista
Gringa moderna
Naturalista
Tão curupira

O Purgatório é somente o nome de um bar
O ponto de encontro da cidade pra dançar
Lá, toca xote, flashback, reggae e rock and roll
Também rola porrada, poesia e amor

Plateia faz a fileira
Em cada quadrado desse bar
Tristeza sai na carreira
A noite não para de brilhar

Mas apesar de tanta coisa doida ser normal
Tem sempre uma ou outra que às vezes pega mal
Como da vez que a forasteira gringa discursou
Ditando consciência pro açougueiro num tarô

(Como é que é lá?)

Plateia faz a fileira (como é que é lá?)
Em cada quadrado desse bar (ah, tá!)
Tristeza sai na carreira
A noite não para de brilhar

O muambeiro acionista, puto, escutou
O papo ambiental daquela gringa e então pensou
Que as plantinhas que ele exporta extraoficial
Agora correm o risco de notícia nacional

(Como é que é lá?)

Plateia faz a fileira (como é que é lá?)
Em cada quadrado desse bar (ah, tá!)
Tristeza sai na carreira
A noite não para de brilhar

E numa hora, cara a cara, trocaram um olhar
Aquele de duelo faroeste, lá e cá
Mas de surpresa essa longa história terminou
Com ele dando flores que ela rindo aceitou

(Que flor que foi?)

Plateia faz a fileira (que flor que foi?)
Em cada cantinho desse bar
Tristeza sai na carreira
A noite não para de brilhar

Plateia faz a fileira
Em cada quadrado desse bar
Tristeza sai na carreira
A noite não para de brilhar

Disfarçado de lojista
Homem da terra
Apaixonado
Hoje é artista

Forasteira idealista
Gringa moderna
Foi conquistada
Hoje é lobista


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