Disfarçado de lojista
Homem da terra
Contrabandista
E acionista
Forasteira idealista
Gringa moderna
Naturalista
Tão curupira
O Purgatório é somente o nome de um bar
O ponto de encontro da cidade pra dançar
Lá, toca xote, flashback, reggae e rock and roll
Também rola porrada, poesia e amor
Plateia faz a fileira
Em cada quadrado desse bar
Tristeza sai na carreira
A noite não para de brilhar
Mas apesar de tanta coisa doida ser normal
Tem sempre uma ou outra que às vezes pega mal
Como da vez que a forasteira gringa discursou
Ditando consciência pro açougueiro num tarô
(Como é que é lá?)
Plateia faz a fileira (como é que é lá?)
Em cada quadrado desse bar (ah, tá!)
Tristeza sai na carreira
A noite não para de brilhar
O muambeiro acionista, puto, escutou
O papo ambiental daquela gringa e então pensou
Que as plantinhas que ele exporta extraoficial
Agora correm o risco de notícia nacional
(Como é que é lá?)
Plateia faz a fileira (como é que é lá?)
Em cada quadrado desse bar (ah, tá!)
Tristeza sai na carreira
A noite não para de brilhar
E numa hora, cara a cara, trocaram um olhar
Aquele de duelo faroeste, lá e cá
Mas de surpresa essa longa história terminou
Com ele dando flores que ela rindo aceitou
(Que flor que foi?)
Plateia faz a fileira (que flor que foi?)
Em cada cantinho desse bar
Tristeza sai na carreira
A noite não para de brilhar
Plateia faz a fileira
Em cada quadrado desse bar
Tristeza sai na carreira
A noite não para de brilhar
Disfarçado de lojista
Homem da terra
Apaixonado
Hoje é artista
Forasteira idealista
Gringa moderna
Foi conquistada
Hoje é lobista