O tambor desperta o que dorme em mim
Eco das eras, pulsar sem fim
Sob a Lua, o tempo respira
A Terra vibra e conspira
Soltam voz da eternidade
Voz antiga dos seres do além
No compasso da divindade
Recrio o que o tempo contém
As máscaras dançam na névoa sagrada
Rostos do ontem, alma alada
O corpo vibra em vibra tribal
Mistura o real e o espiritual
Sou tambor da eternidade
Voz antiga do ser e do além
No compasso da divindade
Recrio o que o tempo contém
Das cinzas nasce o ouro oculto
A dor se dissolve em absoluto
No transe da carne, o espírito voa
E a sombra também abençoa
O rei do tempo toca a coroa
A vida gira, o mundo ecoa
Entre tambores e chamas do ser
A alma escolhe renascer
Entre mundos, um só canto
Entre vozes, o mesmo pranto
A humanidade se reconhece
O universo agradece
Sou tambor da eternidade
Voz antiga do ser e do além
No compasso da divindade
Recrio o que o tempo contém
O tambor silencia
Mas o espírito segue a bater