E os orgulhos de fogo a noite inteira vai aquecer
Que no hermares da jornada apareça o jingo
Quando grane a voz interna o espírito reconhece
Como se os antigos chamassem: Volta, filho, não esquece
Sinto a terra pulsar sob meus pés com precisão
Como os ancestrais guardiões tivessem algo em minha direção
Chamam meu nome os antigos que me precederam
Vozes de quem caminhou antes de mim e ainda já me esperam
No ritmo dos tambores sinto o tempo se romper
São os mestres antigos dizendo pra eu não me perder
Eles vieram sem pressa, sem forma que o olho vê
Apenas um toque sutil que fez tudo compreender
Os xamãs deixaram mapas que o corpo ainda sabe ler
Linhas de força que a alma insiste em reconhecer
E quando vejo os olhos vejo luz que não tem cor
É memória do universo falando dentro de mim com vemo
Chamam meu nome os antigos que me precederam
Vozes de quem caminhou antes de mim e ainda já me esperam
No ritmo dos tambores sinto o tempo se romper
São os mestres antigos dizendo pra eu não me perder
Piso firme no chão sagrado sinto o chamado crescer
A energia volta inteira, nada há tempo que esconder
Sou filho da poeira estelar e da terra que me gerou
Carrego o fogo eterno que nunca se apagou
E quando a noite silencia e o fogo termina de arder
Eu sei que a tribo antiga nunca deixou de me ver
Sou caminho, sou retorno, sou memória a renascer
E a dança continua mesmo quando eu deixo de perceber
Chamam meu nome os antigos que me precederam
Vozes de quem caminhou antes de mim e ainda já me esperam
No ritmo dos tambores sinto o tempo se romper
São os mestres antigos dizendo pra eu não me perder