O Poeta Está Vivo

Sérgio Pardal

Nasceu no Rio, na terra do Sol
Onde o samba corre e a vida é farol
Cresceu vendo o mundo com olhos de ver
Sentindo cada coisa que o povo tem pra dizer
Não quis ser herói, nem doutor, nem patrão
Quis ser a voz que sai do coração
Falou do amor, da dor e da verdade
Com palavras simples, mas cheias de intensidade

E o poeta está vivo, não vai morrer
Na canção que toca, ele continua a viver
No grito de rua, no verso escrito
Naquilo que sente o peito aflito
Fez da música o seu caminho
Deixou marca forte, não deixou espinho
O poeta está vivo, pode crer
Enquanto houver gente pra cantar e ouvir

Subiu ao palco com a alma na mão
Cantou o que pensava, sem pedir permissão
Junto do Barão, fez história e som
Transformou sentimentos em canção
Falou de liberdade, de querer mais
De amores intensos e de tempos iguais
Mostrou que viver é sentir tudo forte
Até chegar o fim, sem medo da sorte

O tempo passou, mas a voz não se apaga
Cada verso seu é uma chama que não se acaba
Não ficou na lembrança apenas
Está na alma, nas ruas, nas cenas
Ensinou que a arte é imortal
Quando vem de dentro, do lugar mais real

E o poeta está vivo, não vai morrer
Na canção que toca, ele continua a viver
No grito de rua, no verso escrito
Naquilo que sente o peito aflito
Fez da música o seu caminho
Deixou marca forte, não deixou espinho
O poeta está vivo, pode crer
Enquanto houver gente pra cantar e ouvir

Rio de Janeiro, cidade do seu chão
Guarda a memória e a sua canção
O poeta está vivo
Sempre estará
Em cada verso, em cada lugar


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