Ponto Maria Padilha (Extended)

Sangue da Tradição

Lua cheia clareou a estrada
Tambor chamou na madrugada
Rosa vermelha na encruzilhada
Quem deve hoje paga a jornada

Laroyê, Maria Padilha

Na curva escura da meia-noite
O vento começou a avisar
Perfume doce, riso forte
Alguém chegou pra trabalhar

Salto pisa firme no chão
A rua inteira sente arrepiar
Quando a dama gira a saia
Até o silêncio começa a escutar

Não chama se não for pra respeitar
Não pede se não for pra honrar
Quem brinca com fogo vai lembrar
Que a noite sabe cobrar

Maria Padilha chegou pra cobrar
Na encruza ninguém vai escapar
Pode correr, pode negar
Maria Padilha vai te encontrar

Laroyê ecoa no ar
O mundo começa a girar
Quem brinca com fogo vai chamar
Maria Padilha pra julgar

Rosa e vinho sobre a mesa
Promessa feita no luar
Quem mentiu perdeu a defesa
Quando a dama veio girar

Ela ri mas não esquece
Ela vê sem precisar olhar
Quem plantou vento na estrada
Hoje aprende a tempestade chamar

O tambor começou a falar
A rua começou a lembrar
É a rainha feiticeira
Chegou para firmar

Maria Padilha chegou pra cobrar
Na encruza ninguém vai escapar
Pode correr, pode negar
Maria Padilha vai te encontrar

Laroyê ecoa no ar
O mundo começa a girar
Quem brinca com fogo vai chamar
Maria Padilha pra julgar

Ela não erra o caminho
Ela não perde o sinal
Quando a rosa toca o chão
É sentença espiritual

Ouça o salto no escuro
Sinta o vento mudar
Quando Padilha chama
Não tem como ignorar

Maria Padilha chegou pra cobrar
Na encruza ninguém vai escapar
Pode correr, pode negar
Maria Padilha vai te encontrar

Laroyê ecoa no ar
O mundo começa a girar
Quem brinca com fogo vai chamar
Maria Padilha pra julgar

Laroyê, Laroyê
A noite sabe, quem chamou
Laroyê, Laroyê
Padilha veio, e trabalhou

Axé Padilha


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