Ê Laroyê
Ê Laroyê
Firma a gira
Firma o chão
Na encruza ninguém faz troça
Nem desafia quem guarda a lei
Onde Colondina firma seus passos
A mentira não se mantém
Seu silêncio cala os soberbos
Seu olhar atravessa a ilusão
Quem caminha contra o sagrado
Já perdeu a direção
Não é medo
É fundamento
Não é ameaça
É conhecimento
Todo passo deixa um rastro
Toda escolha tem um fim
Quem desrespeita o invisível
Responde diante de si
Laroyê, Dona Colondina!
Rainha da firmeza e da razão
Teu nome ecoa na noite inteira
Protegendo cada coração
Laroyê, Dona Colondina!
Teu axé ninguém desfaz
Quem respeita tua presença
Encontra força, luz e paz
Não zombe do que não conhece
Nem desafie a ancestralidade
Há mistérios que não pertencem
À curiosidade ou vaidade
Quem afronta o chão sagrado
Pensando nunca acontecer
Descobre cedo ou mais tarde
Que a verdade sabe responder
Não precisas levantar a voz
Nem mostrar o teu poder
A justiça anda contigo
Sem ninguém perceber
Quando tua saia toca a terra
A inveja perde o lugar
Quando tua força se levanta
Toda sombra vai baixar
Laroyê, Dona Colondina!
Guardiã da proteção
Firma a vida dos teus filhos
Firma o corpo e o coração
Laroyê, Dona Colondina!
Toda gira canta assim
Quem respeita tua presença
Nunca caminha sozinho até o fim
Ê Laroyê
Salve Dona Colondina
Que a verdade permaneça
Que o respeito nunca falte
Que o sagrado seja honrado
Laroyê!