Meia-noite em ponto é hora de trabalhar
Velha feiticeira, Mojubá, vem pra firmar
Seu olhar atravessa quem não sabe respeitar
Quem desafia o fundamento aprende a se calar
No seu caldeirão o fogo nunca se apagou
Mistério da noite, quem conhece nunca contou
Sete penas de urubu na força da tradição
Sete voltas na encruza, sete chaves na mão
Não brinca com ela, não
Não brinca com ela, não
Que Mamba Negra vai fechar o seu caixão
Não brinca com ela, não
Não brinca com ela, não
Quem desafia a Rainha
Não conhece o chão que pisa, não
Ela sopra o vento frio quando a Lua vem surgir
Toda língua mentirosa faz o próprio rumo ruir
Não levanta sua voz, nem precisa demonstrar
Quem conhece Mamba Negra sabe a hora de baixar
Seu caminho é de mistério
Seu silêncio é proteção
Quem caminha com verdade
Nunca perde a direção
Demanda, não
Demanda, não
Mamba Negra já firmou o seu congá
Demanda, não
Demanda, não
Quem planta sombra
Vai a própria sombra encontrar
Não brinca com ela, não
Não brinca com ela, não
Mamba Negra é fundamento
É respeito e tradição
Não brinca com ela, não
Não brinca com ela, não
Quem honra a força da Rainha
Nunca caminha em vão
Mojubá!
Laroyê!
Salve Mamba Negra!