Rosa caveira, eu trouxe uma flor
Para agradecer o fim da minha dor
Onde eu vi sepultura e pensei que acabou
A senhora tocou a terra e a vida voltou
Quando tudo em mim pedia despedida
A senhora separou a morte da minha vida
Enterrou o medo que me fazia recuar
Fechou ciclos antigos que eu não sabia encerrar
Não apagou as marcas que o tempo deixou
Mas mudou o significado daquilo que passou
Fez da minha queda o começo de outro chão
Fez do fim que me assustava uma transformação
Eu pensei que perder
Era nunca mais encontrar
Mas a senhora me ensinou
Há coisas que precisam terminar
Rosa caveira, eu vim agradecer
Pelo que a senhora encerrou para eu sobreviver
Teu perfume é aviso, teu espinho é proteção
Tua força fecha ciclos e sustenta o coração
Quem mexe com teus filhos pode até tentar correr
Mas de rosa caveira não há como se esconder
A justiça da calunga nunca falha em seu dever
Quem afronta a sua força vai ter que responder
Toda rosa tem espinho
Toda caveira tem memória
Quem tentou ferir os teus
Escreveu sozinho a própria história
A senhora viu em mim o que eu tentei ocultar
Tudo aquilo que já estava morto, mas eu insistia em carregar
Não me deixou desenterrar o que me fez adoecer
Ensinou que certas perdas são maneiras de viver
Hoje eu trago gratidão onde antes havia medo
Já não faço do passado meu altar ou meu segredo
Cada ciclo terminado abriu espaço para mim
A senhora não matou meus sonhos só mostrou o que era o fim
Eu pensei que perder
Era nunca mais encontrar
Mas a senhora me ensinou
Há coisas que precisam terminar
Rosa caveira, eu vim agradecer
Pelo que a senhora encerrou para eu sobreviver
Teu perfume é aviso, teu espinho é proteção
Tua força fecha ciclos e sustenta o coração
Quem mexe com teus filhos pode até tentar correr
Mas de rosa caveira não há como se esconder
A justiça da calunga nunca falha em seu dever
Quem afronta a sua força vai ter que responder
Toda rosa tem espinho
Toda caveira tem memória
Quem tentou ferir os teus
Escreveu sozinho a própria história
A rosa conhece o perfume, a caveira conhece a intenção
A rosa guarda o espinho, a caveira guarda a recordação
A senhora não corre atrás, não precisa ameaçar
Todo mal conhece o caminho quando chega a hora de voltar
Eu agradeço pelo fim
Daquilo que me aprisionou
Onde todos viram morte
Rosa caveira me levantou
Rosa caveira, eu vim agradecer
Pelo que a senhora encerrou para eu sobreviver
Teu perfume é aviso, teu espinho é proteção
Tua força fecha ciclos e sustenta o coração
Quem mexe com teus filhos pode até tentar correr
Mas de rosa caveira não há como se esconder
A justiça da calunga nunca falha em seu dever
Quem afronta a sua força vai ter que responder
Toda rosa tem espinho
Toda caveira tem memória
Eu trouxe rosas para quem eu fui
E agradeço à senhora pela minha nova história
Rosa caveira