Cabeças de hydras percorrem meu caminho sempre
Prontas pra tragar um pedacinho de mim
Acham que irei me juntar à sua podridão
Mesmo que eu não fale sua língua
Sua viscose insípida só atrai as baratas
Meu pequeno tamanho não é aval pra submissão
Nesse canibalismo arranco pedaços de mim
Mas minha cabeça jamais se curvará
Destruo sua cabeça, destroço seus dentes
Te sufoco pra matar na asfixia que você me deu
Solte seu veneno, arranque o meu coro
Mas minha posse, nunca terá
Mas minha posse, nunca terá
Não calça meus sapatos e quer mandar no meu passo
Mesmo que me condene fingindo me amar
Muitas são suas cabeças mas muitos são meus dedos
Cada um pronto pra mais uma fuga
A monstruosidade alheia me dá sangue frio
E na geleira eu joguei fora meu brio
O que me move é a insistência de cada ser
De não se curvar diante de nada
Mesmo que isso custe a própria vida
Mas também já perdi a minha
Destruo sua cabeça, destroço seus dentes
Te sufoco pra matar na asfixia que você me deu
Solte seu veneno, arranque o meu coro
Mas meu dono, nunca será
Destruo sua cabeça, destroço seus dentes
Te sufoco pra matar na asfixia que você me deu
Solte seu veneno, arranque o meu coro
Mas meu dono, nunca será
Mas meu dono, nunca será