Há homens que carregam o peso do mundo
Sem nunca pedir ajuda
Homens que aprenderam que dor
Se engole em silêncio
Mas o silêncio tem um preço
Ele chega em casa, a sombra na porta
Um olhar de tempestade, a ira que não suporta
As palavras são facas, cortam o ar pesado
E o eco da sua voz é um grito ensurdecedor, calado
Cicatrizes de raiva, ele carrega no peito
Um passado que o feriu, mas não busca o respeito
Na arrogância do machismo, ele tenta se afirmar
Mas a dor que ele sente, só sabe espalhar
Ele diz que é forte, que não precisa de amor
Mas vive na sombra, alimentando a dor
Culpando o passado por sua própria escolha
Esquece que a vida não é só uma colheita de folhas
Cicatrizes de raiva, ele carrega no peito
Um passado que o feriu, mas não busca o respeito
Na arrogância do machismo, ele tenta se afirmar
Mas a dor que ele sente, só sabe espalhar
E as crianças observam, em silêncio, a dor
Um ciclo que se repete, sem nenhum valor
Mas quem vai quebrar as correntes da vingança
Se o amor não floresce, se não há esperança?
Cicatrizes de raiva, ele carrega no peito
Um passado que o feriu, mas não busca o respeito
Na arrogância do machismo, ele tenta se afirmar
Mas a dor que ele sente, só sabe espalhar
Um dia ele vai ver que não é só sobrevivência
Que a ira não é força, mas apenas um lamento
Se o amor não é escolha, se a paz não é real
As cicatrizes vão gritar, num grito sem igual
Cicatrizes de raiva, ele carrega no peito
Um passado que o feriu, mas não busca o respeito
Na arrogância do machismo, ele tenta se afirmar
Mas a dor que ele sente, só sabe espalhar
A raiva não é herança obrigatória
O ciclo pode ser quebrado
Basta escolher o amor