Café Amargo

Rayane

Aquele gosto de café amargo
Que a gente gosta
Mas se esfria, enjoa
Esse tempo um tanto esquisito
Em que nem é preciso
Trocar de roupa

Acorda, agita e vai trabalhar
Senta, escreve e tenta não pirar
Respira e para para refletir
Afinal, onde mesmo eu queria estar?

E aí, foi que eu te vi assim
Sem corpo, sem rosto
Sem cor, forma, gosto
Dizendo que andou pensando em mim

E aí, foi que eu me vi assim
Intensa, imprecisa
Matéria humana despida
Tentando me encontrar em mim


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