[Ato I]
O castelo do rei está longe, porém perto
Não mais se recusa ao reino soberano
Por quem daria sua vida, tempo medieval
O reino é dele conquistado por dedicação
Além compreendida, ele foi duelar nas nuvens
Com um gigante cujo o brado era esmagar os pequenos
Como um guerreiro voltou, nada falou
O gesto explicou, era o falo do gigante
Que não esperava um corte de espada
O princípio se separa, a corte não repara
Mas o vidente se indaga: Aparição tão grande
Nada, era só a imagem do espírito do rei
Visitando seu reino pela última vez
[Ato II]
Um homem e sua espada
Sentença que se afaga, não mais se indaga
Porque (se disfarça)
Os ensinamentos hão de ser aprendidos
Criança bárbara e conquistadora
Aprende a matar o urso que quer te matar por estar com fome
Dúvidas são caminhos, porque (se disfarça)
Alguém se arrebata, o aço está pronto
Aguarde a hora do duelo no espelho
Não mais espere, o inimigo cortará tua cabeça
Se tu não fores o primeiro a golpear
Golpeie e retenha para não cortar-se a si próprio
Por ti, se tua vida num círculo girou
Quem ganhou? O mundo grita em silêncio
O rei por quem duelaras que foi por quem morrestes
A coroa em seu túmulo ao som dos bárbaros
Sua amazona a quem passa a coroa
Que não recusa a vitória do bárbaro
Mas aceita com coragem a morte de seu prometido
À quem ela manda este beijo?