Até Quando O Senhor

Paulo José Bezerra

O peso que viu o profeta Habacuque
Até quando, Senhor, clamarei eu
E Tu não me escutarás?
Gritarei: Violência
E não salvarás?

Por que razão me fazes ver a iniquidade
E ver a vexação?
Porque a destruição e a violência estão diante de mim
Há também quem suscite a contenda e o litígio

Por esta causa, a lei se afrouxa
E a sentença nunca sai
Porque o ímpio cerca o justo
E sai o juízo pervertido

Até quando, Senhor?
Até quando, Senhor? (Até quando?)
Tu és meu Deus, meu Santo
E eu não vou morrer

Até quando, Senhor?
Até quando, Senhor? (Responde-me)
Ó rocha, para juízo
Tu o fundaste

Vede entre as nações, e olhai
E maravilhai-Vos, e admirai-Vos
Porque realizo, em vossos dias
Uma obra, que Vós não crereis

Quando Vos for contada
Porque eis que suscito os caldeus
Nação amarga e apressada
Que marcha sobre a largura da terra

Para possuir moradas não Suas
Horrível e terrível é
Dela mesma sairá o Seu juízo
E a Sua grandeza

Os Seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos
E mais perspicazes do que os lobos à tarde
Os Seus cavaleiros virão de longe
Voarão como águias que se apressam à comida

Até quando, Senhor?
Até quando, Senhor? (Até quando?)
Tu és meu Deus, meu Santo
E eu não vou morrer

Até quando, Senhor?
Até quando, Senhor? (Responde-me)
Ó rocha, para juízo
Tu o fundaste

Tu és tão puro de olhos
Que não podes ver o mal
E a vexação não podes contemplar
Por que, pois, olhas?

Quando o ímpio devora
Aquele que é mais justo do que ele?
E farias os homens como os peixes do mar
Como os répteis, que não têm quem os governe?

Ele a todos levanta com o anzol
E apanha-os com a Sua rede
Por isso, ele se alegra
E se regozija

Até quando, Senhor?
Até quando, Senhor? (Até quando?)
Tu és meu Deus, meu Santo
E eu não vou morrer

Até quando, Senhor?
Até quando, Senhor? (Responde-me)
Ó rocha, para juízo
Tu o fundaste


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