Naufrágio Transcendental

Orquestra Visceral

O desânimo sabe meu nome
Me oferece abrigo fora da guerra
Sou viajante sem mapa
Pisando um chão que muda de língua
O tempo não pediu pressa
Pediu consciência
Criar sem ferir a memória
Do lugar onde respiro

Troquei horas que alimentam o corpo
Por minutos que quase salvei da alma
Esperei apoio, encontrei muros
Aprendi a escalar em silêncio

Nem todo passo é avanço
Nem toda pausa é queda
O tempo amadurece pessoas
Mesmo quando ninguém vê

Talvez não seja desistir
Talvez seja só pausar
Deixar o mundo girar sem mim
Por um segundo a mais
Não quero ser peso na travessia
Nem âncora no mar
Só quero espaço pra crescer
E continuar

Cada terra fala outra língua
E entender isso também sangra
Busquei sentido no conhecimento
Agora busco silêncio

Se eu parar, não é fuga
É consciência respirando
Se eu seguir, que seja leve
Sem arrastar o passado

Talvez não seja desistir
Talvez seja só pausar
Deixar que a história diga quem sou
Sem me explicar
Não quero ser peso na travessia
De ninguém além de mim
Só quero seguir mais leve
Até o fim

O caminho não some quando eu paro
Ele espera


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