Nos Cafundo do Sertao

Orlando Freitas

Eu moro aqui distante, nos cafundós do sertão
Meu rancho de pau a pique, nas margens do ribeirão
Eu levanto nas madrugadas, vou tratar das criações
Passo a fio na minha enxada, vou pra roça trabalhar

Com a botina de couro, minha calça de suspensório
Meu chapéu de aba larga pra não queimar do Sol
Meu cachorro, meu amigo, nunca me deixou sozinho
Seja a noite, ou seja dia, sempre juntinho de mim

Minha tarimba de taboca, meu colchão palha de milho
Meu ranchinho de sapê, chovendo a água não vaza
A mulher que eu amo tanto, morando na currutela
No rádio minhas canções, está chorando de saudade


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