Bate doze no relógio
O silêncio está no ar
Cada tique é uma engrenagem
Que me trava no lugar
O espelho chama o meu nome
Eu sei de cor o que vem depois
Estão me observando
Controlando cada passo meu
Tudo o que eu quero e peço
É que não me deixe aqui
Eu não sou otariooo!
Meia-noite, soco no espelho
O vidro racha e lá estou eu
Cara pintada de palhaço
Mais uma peça da engrenagem
É meia-noite
Outra vez!
Pé na porta, cara borrada
Escuto os gritos dos meus pesadelos
Vejo o fantasma do meu passado
Rindo de mim do outro lado
Ele tem a minha cara
Sabe a hora de voltar
E o relógio
Outra vez!
Pra que mentir pra mim? É só falar
Não precisava vir aqui
Desisti antes de começar?
Eu não sou otariooo!
Meia-noite, soco no espelho
O vidro racha e lá estou eu
Cara pintada de palhaço
Mais uma peça da engrenagem
É meia-noite
Outra vez!
Preciso sair!
Preciso quebrar!
Preciso ganhar!
A derrota é o fim!
Meia-noite, mão no espelho
O vidro abre e eu atravesso
Tiro a cara de palhaço
Quebro a peça da engrenagem!
Passou da meia-noite!
Acordeii!