Memórias Póstumas (The Coffin of Andy & Leyley)

oAlê

Eu não pertenço a esse lugar
Procuro ar pra respirar nessa cela
Pra bem longe daqui
Um novo abrigo encontrei

Mas a praga insiste em me seguir
Como um castigo não quer parar
Vão apartar de mim minha realidade
Existe algo entre o bem e a verdade

No escuro dos teus olhos
Vejo mentiras e vaidade
Mas sinto essa dualidade
Nas profundezas que eu me encontrei

Essas memórias póstumas, escondi
Nas profundezas do nosso jardim
Só eu sei cada medo e cada um dos seus desejos
Por isso uma alma tão suja e obscena desse jeito
Pra combinar com o mal que vejo no espelho

No reflexo d'água, percebi que eu me distorci
Leve os seus segredos até o túmulo, pois preciso de ti
Alma suja sem valor nenhum
Pra combinar com a sua

Medo, medo, medo, medo
Esse medo, medo, medo, medo

Eu sou a praga ou eu sou a cura?
Quem decide isso tem pavio curto
E tá pendurado na minha cintura

O suor se mistura ao desejo
E com o tempo, derrete, e não é mais o mesmo
Oh, nesse jardim, eu plantei ilusão
E colhi pedaços da minha alma e do meu coração

Escuto passos no escuro
Mas ninguém vem me buscar
Então eu corto os laços
Mas os refaço pra ninguém abandonar

O vento sopra promessas antigas
E o chão ferve com lembranças de nossas vidas
O vermelho é lindo, mas cruel
Faz da pele, folha, e cortou como se fosse só mais um papel

Essas memórias póstumas escondem
Só eu sei cada medo e cada um dos seus desejos
Pra combinar com o mal que vejo no espelho
Pra combinar com uma alma tão suja desse jeito

Essas memórias póstumas, escondi
Nas profundezas do nosso jardim
Só eu sei cada medo e cada um dos seus desejos
Por isso uma alma tão suja e obscena desse jeito
É pra combinar com o mal que vejo no espelho

No reflexo d'água, percebi que eu me distorci
Leve os seus segredos até o túmulo, pois preciso de ti
Alma suja sem valor nenhum
Pra combinar com a sua


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