Do ventre do tempo, nasceu o amor
Matéria divina, pulsando em flor
Eu abraço é o cântico da criação
Onde toda a vida encontra habitação
És o sopro eterno do grande mistério
A dança das estrelas no céu etéreo
No íntimo, guardas segredos antigos
Mãe de mundos inteiros, nossos abrigos
Mãe, és portal entre o céu e o chão
Raiz que sustenta, luz na imensidão
Na abnegação revela o sentido da vida
És o arquétipo da força nascida
Cada lágrima tua regou um jardim
Onde a dor se fez alma, começo e fim
Carregas em ti o ciclo sagrado
A cura do mundo em gesto elevado
És Gaia, Maria, Isis e tantas mais
Presença infinita onde o amor se faz
Mãe da história, mãe do instante
Tua essência é sempre pulsante
Mãe, portal entre o céu e o chão
Raiz que sustenta, luz na imensidão
Tua abnegação revela o sentido da vida
És o arquétipo da força nascida
És a tecedora das fibras do ser
O colo que acolhe sem nada querer
Ao toque das mãos, o universo se expande
Tua energia é o farol que ilumina e comanda
Mãe de tantos nomes, e sem nenhum
Presença sagrada em quem somos um
Tua voz ecoa no coração da terra
Ressurgindo em paz quando a vida erra
Mãe, és portal entre o céu e o chão
Raiz que sustenta, luz na imensidão
Tua abnegação revela o sentido da vida
És o arquétipo da força nascida
E quando o amanhã nascer novamente
Teu amor será eterno, onipresente
Pois és o princípio, o meio e o fim
A energia sagrada que vive em mim