Na tela fria do seu celular
Um universo a piscar, sem parar
É só um e zero, a gente nem vê
A foto que tira, o que passa na TV
Branco e preto, no fundo é o que são
O sim e o não, a eterna canção
A base de tudo que a gente criou
No pulso do bit, o mundo mudou
Pense num ponto e num silêncio
O morse morrendo e o bit nascendo
Um sim de corrente, um não sem calor
Um sopro de luz que acende e se apaga
É o zero que nega, é o um que afaga
Agora, milhões, numa dança veloz
Pintando a imagem que chega até nós
No som que te toca, na cor da TV
É a trama de bits que te faz sentir e ver
Um e zero, a vida a pulsar
Macho e fêmea, no mesmo lugar
O certo e o errado, quem vai decidir?
No código da alma, o que vai redigir?
Deus e o diabo, a força e a dor
O universo é simples como
Um e zero, a dualidade a nos guiar
Nesse sistema binário, aprender a jogar
Não é só na máquina, olhe pra você
No código-fonte do seu próprio ser
O DNA trança, num outro padrão
Mas segue a lógica da programação
O gene que ativa ou o que vai dormir
O traço que herda, o que vai sumir
São pares de forças, a eterna lição
Escrita na base da nossa criação
Um e zero, a vida a pulsar
Macho e fêmea, no mesmo lugar
O certo e o errado, quem vai decidir?
No código da alma, o que vai redigir?
Deus e o diabo, a força e a dor
O universo é simples como
Um e zero, a dualidade a nos guiar
Nesse sistema binário, aprender a exigir
Então o universo, em sua expansão
É um eco gigante desse sim e não
A força que atrai, a que vai repelir
O átomo vibra pra tudo existir
Na noite e no dia, no vácuo e na estrela
A mesma pergunta, a mesma balela
Um e zero, a vida a pulsar
Macho e fêmea, no mesmo lugar
O certo e o errado, quem vai decidir?
No código da alma, o que vai redigir?
Deus e o diabo, a força e a dor
O universo é simples como
Um e zero, a dualidade a nos guiar
Nesse sistema binário, aprender a, existir