Chegou no terreiro de peito estufado (ê, camarada)
Achando que era o dono do seu fado (pois é, camarada)
Passou rasteira no irmão, pisou na saia da moça
Tratou o samba como se fosse bagunça, uma carroça
Esqueceu que o mundo é um terreiro maior
Onde cada um tem seu lugar, seja bom ou seja pior
Mas a vida tem sua ginga, seu jeito de cobrar (a ginga do destino)
Quem planta maldade, um dia vai colher o azar (a ginga do destino)
Aqui se faz, aqui se paga, na poeira do caminho
E o futuro vem mostrar que ninguém samba sozinho
E a conta vem dobrada pra quem foi ruim e mesquinho
O tempo passou e a sua pose caiu (ê, camarada)
O povo do samba de você se esqueceu, nem viu (pois é, camarada)
Hoje você chega miúdo, de cabeça baixa
Procurando um axé que na sua vida já não se encaixa
Aprendeu que a prepotência é inimiga do viver
E que a maior sabedoria é saber agradecer
Pois a vida tem sua ginga, seu jeito de cobrar (a ginga do destino)
Quem planta maldade, um dia vai colher o azar (a ginga do destino)
Aqui se faz, aqui se paga, na poeira do caminho
E o futuro vem mostrar que ninguém samba sozinho
E a conta vem dobrada pra quem foi ruim e mesquinho