Pudesse esta paixão
Na dor cristalizar
E os ais do coração
Em pérolas congelar
De tudo o que sofreu
Na tela deste amor
Faria ao nome teu
Teu divino resplendor
Pudesse esta alma assim
Com a tua entrelaçar
E aos pés de Deus
Não'um surto ao fim voar
E as nossas almas transmutar
Não'uma só alma de
Um insonte querubim
Lá, lá nos céus então
Contigo ali
Do amor na pura
E etérea floração
Lá, junto à Deus então
Cantar uma canção
De adoração a ti
Lá, eu diria aos pés do redentor
Perante os imortais
Senhor, eu venero muito a ti
Mas, confessor sem temor
Que a ela eu amo mais
Minha alma ascende além
Que Deus já te esqueceu
E a terra não contém
Afeto igual ao teu
Procuras, mas em vão
Na térrea solidão
Ouvir a pulsação
Do coração do amor
Num raio inspirador
No plaustro do luar
Percorre o céu, o inferno
A terra e o mar
Não acharás, não
Acharás amor igual
Que o teu amor é imortal