PROSA ARRETADA

LUTZZIN

Na mesa, cuscuz de calango
Pra ficar tudo chibata
Vem ladeira, dança um tango
Até o pé ficar na lapa

Vi dizerem um tempo atrás
Que nóis tava na pior
Hoje tem putz do diggo
Isa, a nossa chicó

Olha o que aconteceu
E eu só sei que foi assim
Ela pegou uma peixera
E deu no bucho do Lzin

Quando fez cosplay de minion
Eu achei sensacional
Mandou muito na pintura
E no tamanho original

Eu já mal posso esperar
O conteúdo de amanhã
Pois primeira que eu vejo
Uma lampiã anã

Vi boatos no sertão
Que pareciam novela
De uma moça muito pobre
Uma tal de isabela

Logo já me comovi
Quando a vi fiz essa prosa
Ela catando poeira
E fingindo que é farofa

Mas o diggo fez a boa
Logo já mandou 100zão
Hoje tem porquinho assado
Acompanhado de um baião

É a tropa do sertão
Doa doa só a peste
Eu num quero matuê
Muito menos juliette

Nesse carnaval
Sem chiclete com banana
Quero ver só a Isa
Cantando meu Asa Branca


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