Se você cruzar a trilha
Vai encontrar o Boitatá
O meu santo não é de barro
Pra você me idolatrar
Se você cruzar a trilha
Vai encontrar o Boitatá
O meu santo não é de barro
Pra você me idolatrar
Se eu decidir cair fora
Nem São Longuinho vai me achar
Bato forte na madeira
Pra nunca te encontrar
Já tomei banho de chuva
Sal grosso e folha de guiné
Fiz fogueira de arruda
Pra espantar quem não me quer
Quem do Papão já correu
Não brinca com o azar
Gato preto, vai-te embora
Que eu não quero te cruzar
Nunca vi Mula Sem Cabeça
Ensinar padre a rezar
Nem Curupira caipira
Que não sabe assobiar
Se você cruzar a trilha
Vai encontrar o Boitatá
O meu santo não é de barro
Pra você me idolatrar
Se você cruzar a trilha
Vai encontrar o Boitatá
O meu santo não é de barro
Pra você me idolatrar
No bem-me-quer do malmequer
Aprendi a me querer
E nesse conto de fadas
Já não cabe mais você