Quintana meu poeta
Tu jamais passarás
Quintana meu poeta
Meu eterno passarinho
Meu Quintana, os teus cantares
São, Quintana, quintanares
Quinta-essência de cantares
Insólitos, singulares
São cantigas sem esgares
Onde as lágrimas são mares
De amor, nos teus quintanares
Não importa que o tempo passe
Que a palavra se torne bruta
Eu te peço bem baixinho
Me ensina a vencer essa luta
Viver a vida, sem jamais cansar
Me ensina, meu poeta
Que nada jamais termina
Tudo vai quintanar
E se o relógio me desse
Uma outra oportunidade
Queria deixar de ser
Teu avozinho infeliz
Que procura os óculos
Tendo-os na ponta do nariz
Mas não posso voltar
O dia a dia me arrasta
Eu preciso quintanar
Porque a vida só não basta
Tu me disse, cochichou
Quintaneou ao pé do ouvido
Livro não é papel
É casa de morar
Com grandes janelas
Para quem sabe olhar
Teu quintanar foi meu guia
Minha luz, tudo que sei
No teu verso aprendi
É que não passarei
Quintana meu poeta
Tu jamais passarás
Quintana meu poeta
Meu eterno passarinho
Meu Quintana, os teus cantares
São, Quintana, quintanares
Quinta-essência de cantares
Insólitos, singulares
São cantigas sem esgares
Onde as lágrimas são mares
De amor, nos teus quintanares