Nós vimos o impossível acontecer
Com nossas próprias mãos tremendo
Vimos o céu tocar a terra
E o mundo inteiro se movendo
Nós éramos homens comuns
Rede, barco e profissão
Mas quando Ele disse: Vem e segue-me
Mudou nossa direção
Nós vimos água virar vinho
Vimos homens da morte renascer
Quando tudo já faltava
Ele fez transbordar e viver
Nós vimos cegos enxergarem
E o sol nascer em seus olhos
Vimos coxos se levantarem
E dançarem como novos
Nós vimos leprosos limpos
Sem medo de se aproximar
Ele tocava os intocáveis
Sem jamais se contaminar
Nós vimos o mar se calar
Quando Ele ordenou: Aquieta-te
O vento reconheceu Sua voz
E a tempestade se rendeu diante Dele
Nós vimos pães multiplicarem
Nas mãos que sabiam repartir
Quanto menos parecia haver
Mais havia para dividir
Nós ouvimos Seus ensinos
Queimando dentro do peito
Falava de Reino Eterno
De amar até o inimigo e o imperfeito
Nós vimos multidões seguirem
Mas também vimos partir
Quando a verdade era profunda
E difícil de seguir
Nós vimos Seu rosto no monte
Brilhar como o próprio sol
E ouvimos a voz do céu
Confirmando quem Ele é Senhor
Nós vimos sangue e vergonha
Coroa feita de dor
Pregos rasgando Sua carne
Escuridão cobrindo o que era amor
Nós vimos
E não podemos negar
Se o mundo duvidar do que falamos
Nós só podemos testemunhar
Ele curou
Venceu a morte
Ele libertou
Ele é Senhor
E se nos tirarem tudo
Se nos restar só a fé
Ainda diremos ao mundo
Quem Ele é