Espaços entre o tempo
Uma singularidade tão bela e sem fim
Infinito jogado ao vento
Numa orquestra tão romântica feita só para mim
Infinitas possibilidades
Infinitas opções de caminhos a se seguir
Infinitos mundos além do que pode distinguir
O que divide o existir do simples não existir
Sou somente eu
O guardião de tudo que se vê
Interferindo ou não
Minha função é zelar e proteger
Tudo e sua vastidão
Do possível entre probabilidades
A árvore que sustenta a própria realidade
A Yggdrasil
Espaços entre o tempo
Uma singularidade tão bela e sem fim
Infinito jogado ao vento
Numa orquestra tão romântica feita só para mim
Pois, à beira da infinitude
O cosmos grita: Vá e mude
O mal suplica: Caia ou lute
O caos só acendeu o pavio
Mas o que se vale proteger?
Amar, sorrir, chorar, viver
Nasceu pra cumprir seu dever
O Guardião da Yggdrasil
Rodeada por luzes e trevas quase o tempo todo
Se para, retoma de novo, e de novo, e de novo
Felizes com pouco? É fadada
Quando tudo que existe é sua casa
Mas se não fosse minha
A missão de ter a chave
Uma ponte para tudo
Entre dúvidas e causas
Quando o nada for tudo que existe
Pra quem nunca antes visse
A vastidão do que persiste
E você ainda acha mesmo que tua vida é irrelevante?
Uma história em bilhões não se torna desinteressante
Se me acompanhaste até aqui, caro viajante
Perdoe os devaneios desse guardião errante
Eu acho tão empolgante
Espaços entre o tempo
Uma singularidade tão bela e sem fim
Infinito jogado ao vento
Numa orquestra tão romântica feita só para mim
Pois, à beira da infinitude
O cosmos grita: Vá e mude
O mal suplica: Caia ou lute
O caos só acendeu o pavio
Mas o que se vale proteger?
Amar, sorrir, chorar, viver
Nasceu pra cumprir seu dever
O Guardião da Yggdrasil
Observei em meu viver
Hoje desejo conhecer
O que tanto quis proteger
A beleza do inconcebível
Sou a prova de tudo isso
Um pequeno evento não é menos
Nas memórias tão ingênuas
De quem viveu aquilo