Hoje Quem Paga Sou Eu

Josemar e Joselito

Antigamente nos meus tempos de ventura
Quando eu voltava do trabalho para o lar
Neste bar alguém gritava com ironia
Entra mano, o fulano vai pagar

Havia sempre alguém pagando um trago
Pelo simples direito de falar
Havia sempre uma tragédia entre dois copos
Nas gargalhadas de um infeliz a soluçar

Eu sabia que era estranho neste meio
Um estrangeiro na fronteira deste bar
Mas bebia, outro pagava e eu partia
Para o mundo abençoado do meu lar

Hoje faço deste bar a sucursal
Do meu lar que atualmente não existe
Tenho minha história pra contar
Uma história que é igual, amarga e triste

Sou apenas uma sombra que mergulha
No oceano de bebida o seu passado
Faço parte dessa estranha confraria
Do vermute, do conhaque e do traçado

Mas se passa pela rua algum amigo
Em cuja porta a desgraça não bateu
Grito que entre neste bar, beba comigo
Hoje quem paga sou eu

Hoje faço deste bar a sucursal
Do meu lar que atualmente não existe
Tenho minha história pra contar
Uma história que é igual, amarga e triste

Sou apenas uma sombra que mergulha
No oceano de bebida o seu passado
Faço parte dessa estranha confraria
Do vermute, do conhaque e do traçado

Mas se passa pela rua algum amigo
Em cuja porta a desgraça não bateu
Grito que entre neste bar, beba comigo
Hoje quem paga sou eu


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