Eu acordo com alma gigante, mas a vida é tão pequena
Preso na tela, meus olhos não enxergam a cena
Buscando o impossível, rolando o feed em vão
Tem uma vontade oculta de chorar sem ter razão
Traz uma água pra minha boca, que tá seca de tentar
Põe a mão fria na minha testa, pra essa febre baixar
Porque eu já tô esgotado de fingir que tá normal
Vem e desliga esse barulho mental
Me arranca desse solo de ansiedade
Desse looping de angústia e de futilidade
Lá do fundo do horizonte, me tira do eixo
Me colhe desse chão duro onde vicejo
Eu só tô tentando achar o meu ensejo
Doma todas as feras que gritam na minha cabeça
Acalenta meus medos, faz com que a crise adormeça
Você, que já viu tanta crença nascer e morrer
Sabe que no fim das contas, a gente só quer viver
Quando a noite vai perdendo seu encanto
O celular finalmente apaga no canto
As vozes baixam o tom, o silêncio é bom
E o caos acalma só por um momento
Me arranca desse solo de ansiedade
Desse looping de angústia e de futilidade
Lá do fundo do horizonte, me tira do eixo
Me colhe desse chão duro onde vicejo
Eu só tô tentando achar o meu ensejo
Meus medos adubam
Onde vicejo
Eu só respiro
Onde vicejo
O meu ensejo é
Onde vicejo