Sebastiana Pisa Nesse Café

João Grilo (Capoeira)

Era tempo de colheita
Preto que tirava o grão
Pra bota no seu terreiro
No tempo da escravidão

Pra moer tem que bater
E o branco que bate mais
Moeu a pele do preto
Pra dizer que sabe mais

Sebastiana era sinhá
Sinhá do açúcar e do café
Sempre foi desvenerada
Pelo fato de ser mulher

Mas a luta que ela tinha
Era pra defender o manto
Vai dizer que o café
É pro preto e é pro branco

Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café


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