CLANDESTINO

Jessé Santo

Andava brincando com a sorte
Jogava a vida no breu
Entrava errado no baile
Era um: Ai ai acuda meu Deus

Prometia que ía mudar
Já se foi uma cara e aí
Pau que nasce torto, morre torto
Não desejo essa cruz pra ninguém

Andava bebendo cachaça
Fumava horrores também
Gargalhadas e risos pirraças
Invadindo a mente de alguém

Na madruga rolava o que é bom
Silhueta com cheiro de amor
Na vitrola tocava Jobim
Mas a festa não era pra mim

Clandestino
Fiquei assim por muito tempo
Tempestade à deriva em alto mar

Mas tive a chance pra pensar
Que a vida é feita pra gozar
Que a vida é bela pra desperdiçar
Não vou morrer no mar
Eu não, não vou morrer no mar


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