Dizem que a sanfona tem alma de gente
Ela ri, ela chora, ela fica doente
Mas quando o sanfoneiro abre o peito dela
Ela solta um grito que abre a janela!
Não é choro de tristeza, é de satisfação
De ver o povo todo arrastando o pé no chão
O fole respira o ar do salão
Puxa o fôlego fundo e solta o baião
Se furar a gente remenda com fita
Mas a nota não falha, a nota é bonita
Quando o fole resfunga, o zabumba responde
A tristeza se esconde, ninguém sabe onde!
É um papo sério entre o couro e uma tela
Quem tá de fora entra, quem tá dentro não tecla
Quando o fole resfunga, o zabumba responde
A tristeza se esconde, ninguém sabe onde!
É um papo sério entre o couro e uma tela
Quem tá de fora entra, quem tá dentro não tecla
É o olho no olho
É o corpo a corpo
É o suor na camisa
E é disso que a gente precisa!
Dizem que a sanfona tem alma de gente
Ela ri, ela chora, ela fica doente
Mas quando o sanfoneiro abre o peito dela
Ela solta um grito que abre a janela!
Não é choro de tristeza, é de satisfação
De ver o povo todo arrastando o pé no chão
O fole respira o ar do salão
Puxa o fôlego fundo e solta o baião
Se furar a gente remenda com fita
Mas a nota não falha, a nota é bonita
Quando o fole resfunga, o zabumba responde
A tristeza se esconde, ninguém sabe onde!
É um papo sério entre o couro e uma tela
Quem tá de fora entra, quem tá dentro não tecla
Quando o fole resfunga, o zabumba responde
A tristeza se esconde, ninguém sabe onde!
É um papo sério entre o couro e uma tela
Quem tá de fora entra, quem tá dentro não tecla
É o olho no olho
É o corpo a corpo
É o suor na camisa
E é disso que a gente precisa!