Fui invocado do Japão sem chance de negar
Chamado de herói só pra me descartar
A deusa me olhou sem tentar esconder
O nojo na voz ao dizer que eu não devia viver
Tirou minha bênção, riu da situação
Me jogou longe dos humanos, como algo a descartar
Quem me acolheu primeiro, foi quem eles preferem odiar
Foram os Orcs, e a Emma me estendeu a mão
Enfrentei o dragão que controlava a névoa
Shin caiu de joelhos quando sentiu minha força
Tomoe nasceu desse pacto selado
Orgulho ancestral agora luta ao meu lado
Depois veio a Aranha Negra, calamidade viva
Ela sentiu minha mana e mudou sua perspectiva
Em Zetsuya com Mio e Tomoe salvei uma aventureira da perseguição
No caos saímos às pressas antes de qualquer repercussão
Se esse mundo me rejeita desde o começo
Então eu sigo nele do meu próprio jeito
A deusa me rejeitou no instante em que me viu
Mesmo assim eu segui, não foi isso que me definiu
Não busco fama, beleza ou glória
Só protejo quem divide essa história
Entre monstros encontrei paz e direção
Entre humanos, só cautela e contradição
Rembrandt pediu ajuda quando tudo caiu
Sua esposa e filhas, a maldição consumiu
Usamos alquimia, estudo e controle
Transformamos conhecimento em antídoto
Não foi milagre nem intervenção divina
Foi trabalho, decisão e disciplina
Fui investigar sem saber o que vinha depois
A explosão mostrou sangue no lugar de destroços
No subespaço algo em mim perdeu a razão
Quando percebi, uma humana caiu por minhas mãos
Na hora eu não entendi o que tinha feito
Só senti o silêncio esmagar meu peito
Não busco desculpa nem absolvição
Carrego comigo o peso da decisão
Se esse mundo me rejeita desde o começo
Então eu sigo nele do meu próprio jeito
A deusa me rejeitou no instante em que me viu
Mesmo assim eu segui, não foi isso que me definiu
Não busco fama, beleza ou glória
Só protejo quem compartilha essa história
Entre monstros encontrei paz e direção
Entre humanos, só cautela e contradição
Virei professor em Rostgard sem buscar status
Com Shiki ao lado, ensinei meus alunos a dominar suas habilidades
No torneio, Ilumgand perdeu a razão
A mutação explodiu diante da multidão
O caos tomou a cidade, medo geral
Usei meu poder de forma discreta e normal
A deusa me chamou pra guerra em Limia
Vi alguém conhecido, mas precisei focar na batalha
A deusa me chamou pra guerra em Limia
Vi alguém conhecido, mas precisei focar na batalha
Enfrentei o gigante Io no campo de batalha
Força bruta caiu quando a diferença era clara
Então Sofia surgiu, matadora de dragões
Confiante demais nas próprias convicções
Cada flecha minha quebrava sua confiança
Até ela perceber tarde demais a real distância
Com tudo resolvido, voltamos ao subespaço em paz
Agradeço a todos vocês que ficaram comigo até o fim
Makoto Misumi, poemas do coração, sigo firme assim