Cartas Ao Remetente

Guilherme de Sá

À quem amou demais
À quem chorou demais
E quanto tempo não dão atenção
Ao seu pobre coração
Não se atreve a falar
Não se permite errar
Quem inventou a dor
Esqueça o ardor

Afinal
Se Deus te desse só o amanhã pra sentir
O que nunca sentiu, sentiria?
Qual seria sua última oração?
Doeu, deixe curar
Ficou, deixe passar!

O árduo é trivial, mas a afeição, é etérea!
Se Deus te desse só o amanhã pra sentir
O que nunca sentiu, sentiria?
Qual seria sua última oração?
Mais que uma razão para se viver
Uma verdadeira causa pela qual morrer
Seja o prólogo de quem viveu

A preparar o seu epílogo
E dito, deu fé
Se Deus te desse só o amanhã pra sentir
O que nunca sentiu, sentiria?
Se de fato fosse mesmo o último adeus
Onde há de estar o seu amor?
E, assim, viva como quem soube que vai morrer
Morra como quem um dia soube viver


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