Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Eu sigo caminhando esquinas, pecados, prazeres
Das vezes que ouvi mentiras de falsos milagres
Revoluções fracassadas ocupam os nossos dizeres
Cisnes Selvagens pelos becos, favelas e ruas
Sou todo errado, a lurdinha acertando a lua
Cisnes Selvagens, onde estão as bandeiras de luta?
A vida é louca, pero no perdi la ternura
Eu sei que eu não tenho todo tempo do mundo
Lata de tinta pra poder pichar os seus muros
A noite é linda, vejo um bebado tragando seu luto
Cisnes Selvagens voam balas, perdidas sem rumo
Por todo lado do Brasil, raízes de África
Pano pra manga as questões filosóficas
Não to gastando tempo atoa ele que me gasta
Quantos poemas e crimes cabem dentro da lágrima?
Me resta agora o meu verso bandido
Quase não saio e quase não tenho amigo
Crimes perfeitos, a glória, a dor o perigo
Cisnes Selvagens, já não me sinto sozinho