Quando na roça, à tardinha, a gente vê
O Sol chorando e soluçando, se esconder
A gente sente o coração a soluçar
Pois nesta hora tudo chora, a penar
Na igrejinha até o sino a cantar
É tão sozinho, sem carinho, a chorar
Não sei porque que aqui na roça
A gente chora
Quando, à tardinha, o Sol se fica indo embora
E nessa hora que o roceiro apaixonado
Pensa com ardor e com calor
Num ser amado
Cheio de mágoa e de saudade, a sofrer
Fica tristonho e vê seu sonho fenecer