Amor, não há amor
Existem só provas de amor
Mas no amor
Provas não bastam
Tudo mentira
Tudo cinema
Apenas cenas
Sem ledo engano, me acenas
Quando vem sem algum trem
Ah, essa história de amor
Quando alguns barcos se afastam
E Inês é morta sem pudor
Ó, que trágico destino
Preferisse o assassino
Ao amante mais leal
É que bandidos são úteis
E nós, os amantes, fúteis
Banalidade do mal
Ó, que trágico destino
Preferisse o assassino
Ao amante mais leal
É que bandidos são úteis
E nós, os amantes, fúteis
Banalidade do mal
Amar agora é crime
Só a paixão nos redime
Da obsessão do sublime
Do ideal
Tudo romance
Tudo poema
Apenas cenas
Fazer mal no amor
Que glória
Mas sofrer dá paz
Pra quem?
Ah, essa história de dor
Buscar o amor sem história
Voltar feliz, sem memória
Ao paraíso terreal
Ó, que trágico destino
Preferisse o assassino
Ao amante mais leal
É que bandidos são úteis
E nós, os amantes, fúteis
Banalidade do mal
Ó, que trágico destino
Preferisse o assassino
Ao amante mais leal
É que bandidos são úteis
E nós, os amantes, fúteis
Banalidade do mal