Purmamarca

Edwin de Paula

Na estrada, sigo o caminho
Rumo ao norte, ao pé do vulcão
Eu confio no meu instinto
E só peço por proteção

Essa noite o céu tem mais brilho
Esse frio insulta o verão
Vamos subir a cordilheira, e à esquerda
Bater no primeiro portão

Meu coração conhece o destino
E a serra ecoa a canção
Mesmo à beira do precipício, sorrio
E sigo a minha missão

Olha bem o mundo à sua volta
Sussurrou a voz do ancião
Pois depois que fores embora a memória
É a única recordação

As montanhas posam desnudas
E o céu se deita no chão
Este solo não se conquista ou derrota
Da história é guardião

Em purmamarca ouvi um amigo chamar
O meu nome com emoção
Los saludo, mis hermanitos jujeños
Por me enxergar como um irmão

Meu coração conhece o destino
E a serra ecoa a canção
Mesmo à beira do precipício, sorrio
E sigo a minha missão

Meu coração conhece o destino
E a serra ecoa a canção
Mesmo à beira do precipício, sorrio
E sigo a minha missão

Mesmo à beira do precipício, sorrio
E sigo a minha missão


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