Ô, Firmino!
A rima é samba, o breu é luz!
E o tambor do nosso filho tá batendo igual maldição de Zeus
No beco da Lux infecta
A cidade ferve
Evangeline desce leve
O olhar dela não mente
Tristan rima com sangue
O beat do Nosfe arrepia
O breu tem cadência própria
A dor virou melodia
A escola da rua ensaia no chão rachado
Cada verso é um pecado bem rimado
A bandeira da NOX tremula no poste
Samba e verso, quem brilha é quem sofre
Samba a noite
Gira, gira do gueto
Samba a noite
Gira, gira do gueto
Quem sangra primeiro rima mais direto
(Gira, gira do gueto)
Samba a noite (samba a noite)
Gira, gira do gueto
E, oh, Jaca, segura a bronca!
Que eu cheguei da batalha
Rima quente, boca seca
E o microfone estala
Eu vi Tristan na Lux
Brilho que contamina
Evangeline no reflexo
Rainha da esquina
O beat do Nosfe é reza e açoite
Batida de terreiro com sambô à noite
A escola ensaia, mas o tema é dor
Deus e diabo no mesmo tambor
Quem apaga o breu não apaga a fé
Quem perdeu no verso ainda volta de pé
Samba a noite
Gira, gira do gueto
Samba a noite
Gira, gira do gueto
Quem sangra primeiro rima mais direto
(Gira, gira do gueto)
Samba a noite (samba a noite)
Gira, gira do gueto
Oh, Evangeline, desce do céu
A cidade quer teu passo no chão
O inferno tá rimando
E a glória: É refrão
Samba a noite
Gira, gira do gueto
Samba a noite
Gira, gira do gueto
NOX é o som, o pecado é o teto
(Gira, gira do gueto)
Samba a noite
Gira, gira do gueto
Oh, Firmino!
Aí, Firmino?
Quem disse que o inferno não sabe sambar
Nunca viu a NOX ensaiar