Eu fui um idiota, tão arrogante
Achei que a força seria o bastante
Mas o sangue escorre, o corpo trava
A morte digna era só uma farsa
Olha esses dedos, olha esse chão
O medo paralisou meu coração
Eu sou um fraco? Eu sou um nada
A realidade bateu com a mão pesada
Eu não quero morrer eu não quero morrer
As vozes me avisaram, eu não quis ouvir
O ódio da humanidade está vindo me destruir
Mas se o medo é o combustível dessa chama
Eu vou queimar tudo o que esse mundo ama
Tudo pro meu punho, agora
Vou socar o medo, jogar a dor fora
Se eu sou um fraco, vou ser o pior
Nessa maldição, eu vou ser o maior
Punho divergente, sentença real
Tranformo o meu choro em um golpe fatal
Sente a pressão, sente o terror
Alimentado pelo meu próprio rancor
Não é por justiça, não é por prazer
É o que eu preciso pra sobreviver
Direto pro meu punho
Direto pro meu punho
Eu não sou mais o mesmo