O Cavaleiro e Os Moinhos

Cláudia

Acreditar na existência dourada do Sol
Mesmo que em plena boca
Nos bata o açoite contínuo da noite
Arrebentar a corrente que envolve o amanhã

Despertar as espadas
Varrer as esfinges das encruzilhadas
Todo esse tempo

Foi igual a dormir num navio
Sem fazer movimento
Mas tecendo fios da água e do vento

Eu, baderneiro, me tornei cavaleiro
Malandramente
Pelos caminhos
Meu companheiro
Tá armado até os dentes
Já não há mais moinhos
Como os de antigamente


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